Ter, 28 de julho de 2020, 13:00

Projeto EpiSergipe conclui primeira fase de testes da covid-19 em 15 municípios
Pesquisa monitora evolução de casos e avalia impactos socioeconômicos da pandemia
Projeto da UFS realiza testes rápidos da covid-19. Foto: Josafá Neto/Rádio UFS
Projeto da UFS realiza testes rápidos da covid-19. Foto: Josafá Neto/Rádio UFS

Abel Victor e Josafá Neto | Rádio UFS - A Universidade Federal de Sergipe (UFS), em parceria com Estado e Municípios, concluiu, nesta terça-feira, 28, a primeira fase da pesquisa amostral de monitoração de casos da covid-19 no âmbito do projeto EpiSergipe. Ao longo deste mês, foram realizados cerca de cinco mil testes rápidos do novo coronavírus na população das zonas urbana e rural de 15 cidades sergipanas.

Dividido em três fases, o projeto realizará, ao todo, 15 mil testes rápidos para verificar a prevalência da doença na capital e interior do estado. Como o objetivo é acompanhar o nível de contaminação ao longo do tempo, 60 professores, técnicos e alunos da UFS envolvidos na iniciativa vão revisitar os municípios nos meses de agosto e setembro.

O coordenador da ação de monitoração de casos, professor Adriano Antunes, afirma que, além das estimativas, o EpiSergipe "também tem interesse de avaliar o perfil socioeconômico e as questões de vulnerabilidade, contribuindo muito para os indicadores e para as políticas públicas a serem adotadas pelo Estado de Sergipe".

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Iniciativa atende 15 municípios sergipanos em três fases de testes da infecção.
Iniciativa atende 15 municípios sergipanos em três fases de testes da infecção.

Amostragem

A pesquisa está sendo realizada em cidades de três mesorregiões: Leste (Aracaju, Barra dos Coqueiros, Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão, Capela, Itabaianinha, Laranjeiras e Propriá), Agreste (Tobias Barreto, Lagarto, Itabaiana e Simão Dias) e Sertão (Nossa Senhora da Glória, Canindé de São Francisco e Porto da Folha).

A testagem é feita a domicílio. Antes das visitas às residências, a quantidade de testes rápidos por bairro de cada localidade é definida seguindo critérios de faixa etária e sexo. Nisso, só um morador de cada casa selecionada pode se submeter ao exame.

"A gente está pegando casas aleatórias de cada rua. Estamos pegando várias faixas etárias do sexo masculino e feminino (0 a 20 anos, 20 a 40, 40 a 60 e acima de 60). As pessoas que dão positivo para o teste rápido, coletamos o sangue e fazemos o teste sorológico para IgG e IgM", explica a professora de Fisiologia da UFS, Renata Grespan.

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Professora Renata Grespan aplica questionário durante testagem a domicílio.
Professora Renata Grespan aplica questionário durante testagem a domicílio.

"É muito gratificante estar participando desse projeto. Estamos auxiliando os municípios no diagnóstico de casos e, ao mesmo tempo, produzindo ciência a partir dos resultados gerados da pesquisa," ressalta a estudante de Farmácia da UFS, Brenda Monteiro.

Luís Pereira de Queiroz tem 74 anos e mora no Bairro Salgado Filho, na zona sul de Aracaju. Com máscara no rosto, ele recebeu a visita do EpiSergipe na manhã da última segunda-feira, 28. "Eu digo que vocês são verdadeiros heróis. E que Deus tome conta de vocês para que não sejam vitimados por esse coronavírus", roga o aposentado.

A diretora de Vigilância e Atenção à Saúde de Aracaju, Taíse Cavalcante, destaca a relevância da pesquisa para auxiliar o Município no planejamento de ações direcionadas de combate à epidemia. "Também colocamos os nossos profissionais de saúde à disposição para acompanhar a testagem nos bairros. Trata-se de um projeto muito importante para orientar a tomada de decisão dos municípios," frisa a diretora.

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Segunda fase do projeto de monitoração começa no próximo dia 4 de agosto.
Segunda fase do projeto de monitoração começa no próximo dia 4 de agosto.

Projeto EpiSergipe

A Universidade Federal de Sergipe firmou uma parceria com o Governo de Sergipe para o desenvolvimento de um projeto que visa acompanhar o grau de contaminação e os impactos do coronarívurs em Sergipe. O investimento será de R$ 4.160.000,00.

Além do monitoramento de casos, a iniciativa, com duração prevista de um ano, visa identificar os impactos socioeconômicos, em virtude da pandemia, através de uma proposta de simulação e acompanhamento de três modalidades de crimes: homicídios, roubos e furtos e violência doméstica, e a evolução da doença nas populações vulneráveis, a carcerária, adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas, população de rua e idosos que vivem em Instituições de Longa Permanência (ILP).


Atualizado em: Ter, 28 de julho de 2020, 13:26

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